Acerca de mim

A minha foto
Gosto de sol e de flores. Não gosto do frio, nem de ir para a praia. Mas gosto de passear na praia. Gosto de música, de ler e de escrever. Adoro estar em casa a ver chover, sinto-me mais próxima de mim mesma. Não gosto de cozinhar, mas também não gosto muito de comer. Gosto de chocolate quente, e gosto muito de chocolate em barra. Gosto do campo, embora às vezes me encante a luz da cidade. Tenho medo de algumas coisas, às vezes muito medo. Sou suficientemente nova para subir a uma árvore, e suficiente velha para ter alguns traços marcados no rosto. A generosidade emociona-me, a falta de bom senso deixa-me triste. Um dia vou ter tempo para fazer tudo aquilo que gostaria de fazer já.

domingo, 11 de abril de 2010

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Yes, you can...





Acreditamos que um dia serás como eles.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Amor é...


A tua beleza para mim está em existires
Última estrela a desaparecer antes do dia,
Pouso no teu trémulo azular branco os meus olhos calmos
E vejo-te
Independentemente de mim
Alegre pelo critério que tenho em
Poder ver-te
Sem "estado de alma" nenhum,
sonho ver-te
A tua beleza para mim está em existires
A tua grandeza está em existires inteiramente fora de mim.

Alberto Caeiro

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Amizade


"Um amigo é o lugar da terra onde as maçãs brancas são mais doces!"

Eugénio de Andrade



Conheço alguns lugares assim...

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Permanente eternidade


Quando, de costas, ouvi a tua voz, percebi que um dia teria uma história para contar.
Nos dias que se seguiram não te vi, mas procurei-te, sem que soubesses. Não foi difícil descobrir-te o nome, e a partir daí a localização tornar-se-ía, aparentemente, mais fácil.
Percorri todos os cantos da ilha, sentei-me em todos os bancos públicos e esperei ver-te passar. Em vão.
Foi num dia, em que a nossa rotina passou pelo mesmo lugar, que te pude sorrir. Sorriste-me, e trocámos umas palavras. Soube, anos mais tarde, que foi tão pouco para ti, que não registaste aqueles momentos, em que para mim o tempo parou. Com eles, vivo ainda hoje, tantos anos passados.
Mesmo escassos, os nossos encontros casuais alumiavam-me o caminho solitário entre os tempos. Esperava por eles, na certeza de que chegariam.
Houve uns tempos em que te perdi o rasto. O meu caminho foi-se tecendo, tendo-te apenas por imagem antiga, longínqua, resignada, absoluta.
Hoje, infelizmente, já não vivo a dimensão metafísica da vida. Mas, naquela altura, era disso que se tratava. Conhecia-te desde há muito, numa saudade infinita, que se sabia paralela a uma permanente eternidade.
Tornaste-me plenos, ainda que na distância, alguns anos da minha vida. Sem ti, sem te recordar na perfeição os contornos do rosto.
Encontrámo-nos, passado uns tempos, largos para uma vida que ainda se fazia curta, curtos para a imensidão da eternidade. E naquele ponto de tempo, os acasos fundiram a rotina, e pertencemo-nos.
Não durou muito. A imagem, feita por mim, à tua semelhança, e que me alimentava o sonho, era mais poderosa que tu próprio. E preferi-a, a ela. Ela, continua a moldar-me as certezas, ainda hoje. Permanece a imagem, que convive com a realidade, que se foi tecendo sem tumultos, ano após ano.
Hoje és uma sombra de luz descontínua, que acende e apaga quando dela necessito. Que me justifica as perdas, que me reitera as decisões.
Neste presente, em que te falo, és um sinal que trago marcado na pele. Podem levar-mo que continuo a viver da mesma forma. Desenhá-lo-ei com as minhas próprias mãos, para que possa continuar a sorrir-lhe, de longe, em silêncio.
Passados todos este anos, o acaso das nossas rotinas cruzou-nos, mais uma vez, o olhar, os sorrisos, e um pouco da vida. A tua vida, agora com rugas que não conhecia, que cada vez mais se confunde com o desenho que um dia fiz dela.
De tempos a tempos, retiro o desenho da moldura e acrescento mais um pequeno traço. Gosto de olhá-lo, e tentar senti-lo real. Quando, finalmente lhe sinto o cheiro, volto a colocá-lo na moldura, e saio.



foto de fernando dias

segunda-feira, 3 de agosto de 2009


Quero apenas 5 coisas...
Primeiro é o amor sem fim
A segunda é ver o outono
A terceira é o grave inverno
Em quarto lugar o verão
A quinta coisa são teus olhos
Não quero dormir sem teus olhos.
Não quero ser...sem que me olhes.
Abro mão da primavera para que continues me olhando.

Pablo Neruda


terça-feira, 28 de julho de 2009


À medida que cresço e envelheço, cada vez mais enleados sinto os meus sentimentos pela vida.
Nos olhos cheios de brilho que tive sempre, tenho agora escondido, também, um medo imenso de perder as razões que me fazem respirar.

Sei que quem olha, sem observar, só vê razões para eu sorrir. Mas não é por egoísmo que o corpo já dói, mas por tanta dor ter a alma. Porque lá dentro não chega a luz da fachada, lá dentro pesam as latas de tinta necessárias para que a coisa vá sempre funcionando.
Tão cedo me senti a bêngala dos que mais amava, que o medo de um dia lhes faltar, me persegue em silêncio até hoje.

A menina que enquanto dá pápa às bonecas, recomenda à avó das bonecas cuidado ao atravessar aquela estrada perigosa em direcção ao trabalho, hoje já não tem força.
A menina que sente frágil a peça mais preciosa à sua vida, que teme por si própria sem saber, com medo que a pedra se parta e a perca para sempre.

Hoje, a menina já mulher, é tão forte ou tão frágil, que não respira, pelo medo de ter medo. Porque o medo está em toda a parte, e não a deixa sorrir como sorria.

Porque o medo de morrer não a deixa viver. Porque morrer é não mais poder responder a todos os que sem ela não conseguem viver, ainda que com ela também já não.
E no meio deste sufoco a menina mulher finalmente liberta-se e pensa que morrer, pode, afinal, não ser o tormento. O tormento é a fuga ao caminho, não a chegada.

Mas porque no meio de tudo isto há uma fonte de vida, que segundo após segundo rega e alimenta, e que não pede bêngala, nem ampara, mas corre e ri à minha frente, continuo a respirar.
E quando saio à rua, ninguém sabe que a minha fachada pintada de fresco, tem uma cave escura, onde diariamente me recolho para resolver problemas sem solução, que se transformam em peso para o meu corpo, por já não caberem na alma.

E porque quando sou obrigada a correr atrás da fonte de vida que me enche de sonhos, tenho também uma fonte de sonhos, que me deu a fonte de vida e que nunca me larga a mão.

terça-feira, 7 de julho de 2009

Embora continue a dançar

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Procura-se um amigo

foto de Luís Lobo Henriques


Não precisa ser homem, basta ser humano, basta ter sentimentos, basta ter coração. Precisa saber falar e calar, sobretudo saber ouvir. Tem que gostar de poesia, de madrugada, de pássaro, de sol, da lua, do canto, dos ventos e das canções da brisa. Deve ter amor, um grande amor por alguém, ou então sentir falta de não ter esse amor.. Deve amar o próximo e respeitar a dor que os passantes levam consigo. Deve guardar segredo sem se sacrificar.

Não é preciso que seja de primeira mão, nem é imprescindível que seja de segunda mão. Pode já ter sido enganado, pois todos os amigos são enganados. Não é preciso que seja puro, nem que seja todo impuro, mas não deve ser vulgar. Deve ter um ideal e medo de perdê-lo e, no caso de assim não ser, deve sentir o grande vácuo que isso deixa. Tem que ter ressonâncias humanas, seu principal objetivo deve ser o de amigo. Deve sentir pena das pessoa tristes e compreender o imenso vazio dos solitários. Deve gostar de crianças e lastimar as que não puderam nascer.

Procura-se um amigo para gostar dos mesmos gostos, que se comova, quando chamado de amigo. Que saiba conversar de coisas simples, de orvalhos, de grandes chuvas e das recordações de infância. Precisa-se de um amigo para não se enlouquecer, para contar o que se viu de belo e triste durante o dia, dos anseios e das realizações, dos sonhos e da realidade. Deve gostar de ruas desertas, de poças de água e de caminhos molhados, de beira de estrada, de mato depois da chuva, de se deitar no capim.

Precisa-se de um amigo que diga que vale a pena viver, não porque a vida é bela, mas porque já se tem um amigo. Precisa-se de um amigo para se parar de chorar. Para não se viver debruçado no passado em busca de memórias perdidas. Que nos bata nos ombros sorrindo ou chorando, mas que nos chame de amigo, para ter-se a consciência de que ainda se vive.


Vinicius de Morais

domingo, 21 de junho de 2009

Empiricamente falando



"Empiricamente, é mais difícil uma pessoa levantar vôo que aterrar!"

Mãe, o brilhantismo do teu pensamento impressiona-nos!!!!!!!!!!!!!!!!

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Solidão



Lembras-te da altura em que não caminhavamos sozinhos pela praia?

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Tanto trabalho !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!


É assim que tenho passado os serões e os fins de semana...
Umas vezes custa mais, outras menos.
Cada vez está mais próximo ... o fim !!!!

terça-feira, 2 de junho de 2009

Incompatibilidades






Que pena! Dois universos tão bonitos, que não se compatibilizam nem por nada!!!

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Amor a mais


Sabia lá eu, que ter amor a mais, podia doer tanto como não ter amor nenhum!!!

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Alentejo




Estará mais nos genes, ou no coração?

sábado, 16 de maio de 2009

Beleza




"A beleza é a eternidade que se contempla num espelho,
mas vós sois a eternidade e o espelho."

Khalil Gibran

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Filha do Vazio - Fátima Silveira



Hoje é assim que me sinto. Vazia...

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Xavier Ruud



Com um solzinho à mistura, era ouro sobre azul!!!

terça-feira, 12 de maio de 2009

Estrela da Tarde



Era a tarde mais longa de todas as tardes que me acontecia
Eu esperava por ti, tu não vinhas, tardavas e eu entardecia
Era tarde, tão tarde, que a boca, tardando-lhe o beijo, mordia
Quando à boca da noite surgiste na tarde tal rosa tardia

Quando nós nos olhámos tardámos no beijo que a boca pedia
E na tarde ficámos unidos ardendo na luz que morria
Em nós dois nessa tarde em que tanto tardaste o sol amanhecia
Era tarde de mais para haver outra noite, para haver outro dia

Meu amor, meu amor
Minha estrela da tarde
Que o luar te amanheça e o meu corpo te guarde
Meu amor, meu amor
Eu não tenho a certeza
Se tu és a alegria ou se és a tristeza
Meu amor, meu amor
Eu não tenho a certeza

Foi a noite mais bela de todas as noites que me adormeceram
Dos nocturnos silêncios que à noite de aromas e beijos se encheram
Foi a noite em que os nossos dois corpos cansados não adormeceram
E da estrada mais linda da noite uma festa de fogo fizeram
Foram noites e noites que numa só noite nos aconteceram
Era o dia da noite de todas as noites que nos precederam
Era a noite mais clara daqueles que à noite amando se deram
E entre os braços da noite de tanto se amarem, vivendo morreram

Eu não sei, meu amor, se o que digo é ternura, se é riso, se é pranto
É por ti que adormeço e acordo e acordado recordo no canto
Essa tarde em que tarde surgiste dum triste e profundo recanto
Essa noite em que cedo nasceste despida de mágoa e de espanto
Meu amor, nunca é tarde nem cedo para quem se quer tanto!

José Carlos Ary dos Santos

domingo, 10 de maio de 2009

Eugénio de Andrade






Passamos pelas coisas sem as ver,
gastos, como animais envelhecidos:
se alguém chama por nós não respondemos,
se alguém nos pede amor não estremecemos,
como frutos de sombra sem sabor,
vamos caindo ao chão, apodrecidos.

Travessia




És o barco onde icei a vela,
que empurrada pelo vento,
me leva para o lado de lá.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Véu




Por trás do véu,

escondia-se um rosto triste de mulher,

de lábios desistentes e olhar apagado.

A levantar o véu,

uma mão despretensiosa,

que num gesto confiante,

descobriu que os lábios insistiam na busca

da luz que os olhos não viam.

A olhar o quadro um Deus que sabia

que aquela mão continha a força

que o rosto já não tinha,

e que daqueles lábios

sairiam as palavras que transformariam a mão em corpo.

E porque um rosto também tem corpo,

a vida conseguiu transformar o pecado em amor.

terça-feira, 5 de maio de 2009

Carinhoso




Meu coração

Não sei porque

Bate feliz, quando te vê

E os meus olhos ficam sorrindo

E pelas ruas vão te seguindo

Mas mesmo assim, foges de mim



Ah! Se tu soubesses

Como sou tão carinhoso

E muito e muito que te quero

E como é sincero o meu amor

Eu sei que tu não fugirias mais de mim



Vem, vem, vem, vem

Vem sentir o calor

Dos lábios meus

À procura dos teus

Vem matar esta paixão

Que me devora o coração

E só assim então

Serei feliz, bem feliz


Pixinguinha e João de Barro

sábado, 2 de maio de 2009

Mãe


É tão tão tão dentro de mim, que tenho dificuldade em distanciar-me para perceber como o sinto.
Diz-me a ciência que foi aos 18 meses que percebi não ser um prolongamento do seu corpo. Hoje, já com algumas rugas no rosto, não só ela, também eu, já percebi isto, mas ainda não o sinto.
Sei que a minha alma, como que num dom de despretensiosa ubiquidade, está lá sempre, enquanto dorme, enquanto sonha, enquanto lamenta, enquanto sorri, enquanto respira e vive.
Desde o dia em que chorei a vida que me entrava pelo corpo, e que cortaram o cordão que nos unia fisicamente, que nos ligámos pela força, que mais que amor é universo e infinito.
Tão desesperadamente diferentes, tão desmedidamente opostos, tão livremente presas.
Choro tantas vezes a raiva de não lhe poder dar mais vida, de sentir que nem sempre consigo ser a fonte onde vem beber novos sonhos. Sei que chora a alegria que me falta, quando falta, e sei que não pela sua própria dor de não me ver sorrir, mas pela falta das asas que me ensinou a tecer.
Não seremos nunca moldadas pelos mesmos sonhos, mas teremos sempre o privilégio de sermos feitas da mesma vida.

Mãe, tu que me habitas não só a alma, mas o próprio corpo, perdoa-me as vezes que não consegui perceber o que é ser mãe. E hoje, que sei, deixa-me, às vezes, continuar a ser só filha.

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Inabalável



São as estruturas mais sólidas que mesmo tremendo em altura de crise conseguem impedir a catástrofe.

Porque há valores que prevalecerão sempre, já que a força do amor e do tempo para isso contribuem.

Conseguiremos, um dia, à distância de um desejo, e quando as nossas fraquezas humanas, estiverem transformadas em força, ter aqui e agora, tudo o que precisamos para continuar a sorrir.

A Ilha


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The Daily Macro Photo

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