Acerca de mim

A minha foto
Gosto de sol e de flores. Não gosto do frio, nem de ir para a praia. Mas gosto de passear na praia. Gosto de música, de ler e de escrever. Adoro estar em casa a ver chover, sinto-me mais próxima de mim mesma. Não gosto de cozinhar, mas também não gosto muito de comer. Gosto de chocolate quente, e gosto muito de chocolate em barra. Gosto do campo, embora às vezes me encante a luz da cidade. Tenho medo de algumas coisas, às vezes muito medo. Sou suficientemente nova para subir a uma árvore, e suficiente velha para ter alguns traços marcados no rosto. A generosidade emociona-me, a falta de bom senso deixa-me triste. Um dia vou ter tempo para fazer tudo aquilo que gostaria de fazer já.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Amor a mais


Sabia lá eu, que ter amor a mais, podia doer tanto como não ter amor nenhum!!!

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Alentejo




Estará mais nos genes, ou no coração?

sábado, 16 de maio de 2009

Beleza




"A beleza é a eternidade que se contempla num espelho,
mas vós sois a eternidade e o espelho."

Khalil Gibran

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Filha do Vazio - Fátima Silveira



Hoje é assim que me sinto. Vazia...

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Xavier Ruud



Com um solzinho à mistura, era ouro sobre azul!!!

terça-feira, 12 de maio de 2009

Estrela da Tarde



Era a tarde mais longa de todas as tardes que me acontecia
Eu esperava por ti, tu não vinhas, tardavas e eu entardecia
Era tarde, tão tarde, que a boca, tardando-lhe o beijo, mordia
Quando à boca da noite surgiste na tarde tal rosa tardia

Quando nós nos olhámos tardámos no beijo que a boca pedia
E na tarde ficámos unidos ardendo na luz que morria
Em nós dois nessa tarde em que tanto tardaste o sol amanhecia
Era tarde de mais para haver outra noite, para haver outro dia

Meu amor, meu amor
Minha estrela da tarde
Que o luar te amanheça e o meu corpo te guarde
Meu amor, meu amor
Eu não tenho a certeza
Se tu és a alegria ou se és a tristeza
Meu amor, meu amor
Eu não tenho a certeza

Foi a noite mais bela de todas as noites que me adormeceram
Dos nocturnos silêncios que à noite de aromas e beijos se encheram
Foi a noite em que os nossos dois corpos cansados não adormeceram
E da estrada mais linda da noite uma festa de fogo fizeram
Foram noites e noites que numa só noite nos aconteceram
Era o dia da noite de todas as noites que nos precederam
Era a noite mais clara daqueles que à noite amando se deram
E entre os braços da noite de tanto se amarem, vivendo morreram

Eu não sei, meu amor, se o que digo é ternura, se é riso, se é pranto
É por ti que adormeço e acordo e acordado recordo no canto
Essa tarde em que tarde surgiste dum triste e profundo recanto
Essa noite em que cedo nasceste despida de mágoa e de espanto
Meu amor, nunca é tarde nem cedo para quem se quer tanto!

José Carlos Ary dos Santos

domingo, 10 de maio de 2009

Eugénio de Andrade






Passamos pelas coisas sem as ver,
gastos, como animais envelhecidos:
se alguém chama por nós não respondemos,
se alguém nos pede amor não estremecemos,
como frutos de sombra sem sabor,
vamos caindo ao chão, apodrecidos.

Travessia




És o barco onde icei a vela,
que empurrada pelo vento,
me leva para o lado de lá.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Véu




Por trás do véu,

escondia-se um rosto triste de mulher,

de lábios desistentes e olhar apagado.

A levantar o véu,

uma mão despretensiosa,

que num gesto confiante,

descobriu que os lábios insistiam na busca

da luz que os olhos não viam.

A olhar o quadro um Deus que sabia

que aquela mão continha a força

que o rosto já não tinha,

e que daqueles lábios

sairiam as palavras que transformariam a mão em corpo.

E porque um rosto também tem corpo,

a vida conseguiu transformar o pecado em amor.

terça-feira, 5 de maio de 2009

Carinhoso




Meu coração

Não sei porque

Bate feliz, quando te vê

E os meus olhos ficam sorrindo

E pelas ruas vão te seguindo

Mas mesmo assim, foges de mim



Ah! Se tu soubesses

Como sou tão carinhoso

E muito e muito que te quero

E como é sincero o meu amor

Eu sei que tu não fugirias mais de mim



Vem, vem, vem, vem

Vem sentir o calor

Dos lábios meus

À procura dos teus

Vem matar esta paixão

Que me devora o coração

E só assim então

Serei feliz, bem feliz


Pixinguinha e João de Barro

sábado, 2 de maio de 2009

Mãe


É tão tão tão dentro de mim, que tenho dificuldade em distanciar-me para perceber como o sinto.
Diz-me a ciência que foi aos 18 meses que percebi não ser um prolongamento do seu corpo. Hoje, já com algumas rugas no rosto, não só ela, também eu, já percebi isto, mas ainda não o sinto.
Sei que a minha alma, como que num dom de despretensiosa ubiquidade, está lá sempre, enquanto dorme, enquanto sonha, enquanto lamenta, enquanto sorri, enquanto respira e vive.
Desde o dia em que chorei a vida que me entrava pelo corpo, e que cortaram o cordão que nos unia fisicamente, que nos ligámos pela força, que mais que amor é universo e infinito.
Tão desesperadamente diferentes, tão desmedidamente opostos, tão livremente presas.
Choro tantas vezes a raiva de não lhe poder dar mais vida, de sentir que nem sempre consigo ser a fonte onde vem beber novos sonhos. Sei que chora a alegria que me falta, quando falta, e sei que não pela sua própria dor de não me ver sorrir, mas pela falta das asas que me ensinou a tecer.
Não seremos nunca moldadas pelos mesmos sonhos, mas teremos sempre o privilégio de sermos feitas da mesma vida.

Mãe, tu que me habitas não só a alma, mas o próprio corpo, perdoa-me as vezes que não consegui perceber o que é ser mãe. E hoje, que sei, deixa-me, às vezes, continuar a ser só filha.

A Ilha


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