Acerca de mim

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Gosto de sol e de flores. Não gosto do frio, nem de ir para a praia. Mas gosto de passear na praia. Gosto de música, de ler e de escrever. Adoro estar em casa a ver chover, sinto-me mais próxima de mim mesma. Não gosto de cozinhar, mas também não gosto muito de comer. Gosto de chocolate quente, e gosto muito de chocolate em barra. Gosto do campo, embora às vezes me encante a luz da cidade. Tenho medo de algumas coisas, às vezes muito medo. Sou suficientemente nova para subir a uma árvore, e suficiente velha para ter alguns traços marcados no rosto. A generosidade emociona-me, a falta de bom senso deixa-me triste. Um dia vou ter tempo para fazer tudo aquilo que gostaria de fazer já.

terça-feira, 28 de julho de 2009


À medida que cresço e envelheço, cada vez mais enleados sinto os meus sentimentos pela vida.
Nos olhos cheios de brilho que tive sempre, tenho agora escondido, também, um medo imenso de perder as razões que me fazem respirar.

Sei que quem olha, sem observar, só vê razões para eu sorrir. Mas não é por egoísmo que o corpo já dói, mas por tanta dor ter a alma. Porque lá dentro não chega a luz da fachada, lá dentro pesam as latas de tinta necessárias para que a coisa vá sempre funcionando.
Tão cedo me senti a bêngala dos que mais amava, que o medo de um dia lhes faltar, me persegue em silêncio até hoje.

A menina que enquanto dá pápa às bonecas, recomenda à avó das bonecas cuidado ao atravessar aquela estrada perigosa em direcção ao trabalho, hoje já não tem força.
A menina que sente frágil a peça mais preciosa à sua vida, que teme por si própria sem saber, com medo que a pedra se parta e a perca para sempre.

Hoje, a menina já mulher, é tão forte ou tão frágil, que não respira, pelo medo de ter medo. Porque o medo está em toda a parte, e não a deixa sorrir como sorria.

Porque o medo de morrer não a deixa viver. Porque morrer é não mais poder responder a todos os que sem ela não conseguem viver, ainda que com ela também já não.
E no meio deste sufoco a menina mulher finalmente liberta-se e pensa que morrer, pode, afinal, não ser o tormento. O tormento é a fuga ao caminho, não a chegada.

Mas porque no meio de tudo isto há uma fonte de vida, que segundo após segundo rega e alimenta, e que não pede bêngala, nem ampara, mas corre e ri à minha frente, continuo a respirar.
E quando saio à rua, ninguém sabe que a minha fachada pintada de fresco, tem uma cave escura, onde diariamente me recolho para resolver problemas sem solução, que se transformam em peso para o meu corpo, por já não caberem na alma.

E porque quando sou obrigada a correr atrás da fonte de vida que me enche de sonhos, tenho também uma fonte de sonhos, que me deu a fonte de vida e que nunca me larga a mão.

1 comentário:

  1. Gostei de ler.
    Normalmente, vivemos entre o medo e o sonho. Com os dois, andamos de mãos dadas...

    Medo de sofrer, de perder... e, paramos até de respirar ou pensar!
    Mas é, nessa capacidade de sonhar e de nos apaixonarmos pelo que nos rodeia que encontramos a força e a razão para continuarmos.

    um abraço

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